Discípulos como Pedro e Paulo
Queremos ser discípulos atentos, missionários dispostos a levar o Evangelho onde quer que haja corações humanos sofrendo ou sorrindo. Com Pedro e Paulo, queremos aprender muito, sempre ! Queremos herdar:
De Pedro, a humildade;
de Paulo, a determinação;
de Pedro, a sinceridade,
de Paulo, a comunicação;
de Pedro, a intimidade;
de Paulo, o desapego;
de Pedro, a superação;
de Paulo, a conversão;
de Pedro, o congregar;
de Paulo, o espalhar;
de Pedro, a reverência;
de Paulo, a ousadia;
de Pedro, a simplicidade;
de Paulo, a compreensão;
de Pedro, a essência da humanidade;
de Paulo, a consciência dessa humanidade;
de Pedro, a coragem de rever caminhos;
de Paulo, a coragem de criar caminhos;
de Pedro, a fortaleza de ser pedra;
de Paulo, a liberdade de criar asas.
Dos dois e de cada um em particular,
a capacidade de ser pilar,
de acreditar além dos desafios e das barreiras,
de se entregar no compromisso e na consciência
da missão que vence fronteiras.
Homens que fizeram o que tinha de ser feito
porque sabiam que o que tinha de ser feito
era o plano de Deus.
Renata Villela
Blog de Renata Villela: meu posicionamento em relação à vida, ao mundo,às pessoas. Textos, poesias, mensagens, fotos, comentários, reflexões, dicas e orações sobre temas diversos.
sábado, 27 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Amar
Amar...
amar é sentir a presença de Deus a cada momento,
no dar e receber uma mensagem, ver juntos o pôr-do-dol,
caminhar na praia, olhar a lua cheia, receber aquela florzinha perdida no meio do mato,
assistir um filme, comer pipoca, dar um abraço apertado...
fazer juntos uma oração por quem se ama, correr no parque, deitar na grama,
sonhar....
Amar é desafiar-se a todo instante,
descobrir que pode ser "formiga" aquele problema que pensávamos ser "elefante",
achar que somos fracos mas a presença do outro nos faz sentir gigantes,
acreditar que é possível vencer barreiras, ultrapassar fronteiras
chegar a qualquer lugar onde se realmente deseje chegar,
apostar, investir, acreditar, construir....
Amar é doar-se sem medo,
sentir que vale a pena a entrega,
sentir que vale a pena ceder, deixar o outro crescer,
torcer para o outro vencer...
Descobrir que quem se doa reciprocamente
experimenta o milagre de uma felicidade crescente
que traz a sensação de uma vitória permanente e comum,
comungada mesmo nos tropeços e nos recomeços...
Amar é se doar, é partilhar, é ser cúmplice, é ser parceiro,
é ser companheiro, é ser complemento...
Amar é reviver a lembrança do que passou... mas ficou...
é viajar na esperança de cada plano...sonhar...deixar-se levar... voar...
mas é, sobretudo, fazer do aqui e do agora,
o mais belo PRESENTE de Deus ...
Amar é tudo o que não se pode definir....
mas é sentir ardendo no peito
a certeza de que a felicidade existe !
Renata Villela
sábado, 6 de junho de 2009
Fome
Nosso povo tem fome de feijão, tem fome de pão.
Nosso povo tem fome de solidariedade e de liberdade,
de visão crítica e consciência política.
Nosso povo tem fome de saúde e educação,
de ser tratado com dignidade, como nação.
Nosso povo tem fome de arte
e de se sentir parte integrante da raça humana.
Nosso povo tem fome de esporte,
de oportunidade, de emprego...
Nosso povo tem fome de um enredo para sua própria história.
Nosso povo tem fome de justiça, de respeito,
de verdade, de integridade, de reconhecimento.
Nosso povo tem fome de comida, de saneamento,
de moradia, de alegria e de paz.
E nós ?
Somos gente mestiça que acredita na justiça
e na força da nossa integração.
Em cada mão, trazemos a possibilidade de um novo caminho,
em cada consciência, a oportunidade de uma nova plantação.
Queremos plantar sonhos que se tornem realidade
conscientes de que só assim colheremos,
do esforço e do empenho de cada cidadão,
a nação que desejamos, a nação que merecemos:
Nação de um povo sem fome,
Nação com nome : BRASIL !
Renata Villela
Nosso povo tem fome de solidariedade e de liberdade,
de visão crítica e consciência política.
Nosso povo tem fome de saúde e educação,
de ser tratado com dignidade, como nação.
Nosso povo tem fome de arte
e de se sentir parte integrante da raça humana.
Nosso povo tem fome de esporte,
de oportunidade, de emprego...
Nosso povo tem fome de um enredo para sua própria história.
Nosso povo tem fome de justiça, de respeito,
de verdade, de integridade, de reconhecimento.
Nosso povo tem fome de comida, de saneamento,
de moradia, de alegria e de paz.
E nós ?
Somos gente mestiça que acredita na justiça
e na força da nossa integração.
Em cada mão, trazemos a possibilidade de um novo caminho,
em cada consciência, a oportunidade de uma nova plantação.
Queremos plantar sonhos que se tornem realidade
conscientes de que só assim colheremos,
do esforço e do empenho de cada cidadão,
a nação que desejamos, a nação que merecemos:
Nação de um povo sem fome,
Nação com nome : BRASIL !
Renata Villela
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Família Humana
Tantas raças diferentes,
Tanta gente em todo canto,
Povos fazendo guerra,
Terras em tom de pranto.
A mesa está vazia,
Falta oração, falta alegria,
Restou o silêncio da falta de encontros,
Ficou o vazio da falta do encanto
De conviver.
Pessoas se fizeram ilhas,
Ilhas sem pontes,
Solidões que se esbarram na turba,
Corações que se perdem na curva
Do tempo.
Tempo, tempo,
Ainda há tempo de transformar,
Criar laços, andar passos
Ao encontro de alguém.
Hoje é o tempo de cultivar,
Tolerância, paciência
E acreditar no bem.
Entre espinhos e carinhos,
Exercitando perdão,
Amor que se faz aos pouquinhos
E passa qualquer estação.
Do imperfeito que pulsa em nós,
Nasce o desejo que irmana
Pessoas, antes tão sós,
Agora a família humana.
Sagrada família humana,
Humana família de Deus,
Contagiando seus sonhos,
Reescrevendo a história
Na glória do amor que transforma,
Dá forma ao sonho de Deus.
Tanta gente em todo canto,
Povos fazendo guerra,
Terras em tom de pranto.
A mesa está vazia,
Falta oração, falta alegria,
Restou o silêncio da falta de encontros,
Ficou o vazio da falta do encanto
De conviver.
Pessoas se fizeram ilhas,
Ilhas sem pontes,
Solidões que se esbarram na turba,
Corações que se perdem na curva
Do tempo.
Tempo, tempo,
Ainda há tempo de transformar,
Criar laços, andar passos
Ao encontro de alguém.
Hoje é o tempo de cultivar,
Tolerância, paciência
E acreditar no bem.
Entre espinhos e carinhos,
Exercitando perdão,
Amor que se faz aos pouquinhos
E passa qualquer estação.
Do imperfeito que pulsa em nós,
Nasce o desejo que irmana
Pessoas, antes tão sós,
Agora a família humana.
Sagrada família humana,
Humana família de Deus,
Contagiando seus sonhos,
Reescrevendo a história
Na glória do amor que transforma,
Dá forma ao sonho de Deus.
sábado, 9 de maio de 2009
Para as mães
Queria escrever uma mensagem bonita para todas as mães, mas não consigo encontrar as palavras certas que expressem com exatidão o que quero dizer...
Na verdade, mais do que dizer, quero é desejar a todas as mães que tenham força e coragem para cumprir essa missão, ao mesmo tempo tão linda e tão difícil. E, a todos os filhos, que olhem para suas mães com os olhos do coração!
Que o sorriso de cada filho seja, para todas as mães, a fonte inspiradora para todas vezes em que a possibilidade de conter lágrimas estiver além do poder das próprias mãos. É difícil para as mães ver um filho chorar...
Que a tranqüilidade gostosa de olhar, pelo canto da porta, um filho dormir traga a paz tão necessária para as noites em claro por causa da tosse ou da farra, da febre, do frio, da fome ou da festa, das tantas coisas que tiram o sono de quem ama.
Que o amor se multiplique e inunde a vida de cada mãe, pois só o amor é capaz de dar a exata medida do sim e do não, o discernimento para saber quando é hora de incentivar, de dar força e apoiar e quando é hora de chamar atenção, de alertar para os perigos ou antecipar consequências.
Que a gratuidade seja a base desse amor que não pede recompensas e se alimenta com cada vitória dos filhos, com cada momento, por mais simples que seja, de alegria, e com a certeza de que, apesar de todas as dificuldades que o mundo apresenta, apesar dos ventos contrários a soprar a direções distintas, o filho encontrou o caminho certo... E no caminho certo pisa firme !
Que a ansiedade pelos primeiros passinhos ou pelo primeiro dia na escola, que o estresse dos dias de prova no vestibular ou das primeiras vezes na direção do carro próprio, que o frio na barriga pelo dia do casamento ou da formatura, tudo isso tenha o recheio daquele sentimento mágico que, mesmo sem explicação, traz o sabor de uma sintonia que acalanta a alma e implica na certeza de que crescer, mesmo que doa, é bom demais !
Desejo que mães e filhos cresçam juntos e amem intensamente uns aos outros, amor que é carinho, é ternura, mas também é atitude diária, concreta, pelo bem comum. E, ainda que seja frase feita, que todos os dias sejam, verdadeiramente, dias das mães...E dos pais...E das famílias ! Que cada pessoa seja “presente” uma para a outra, independente do calendário anual de datas festivas ou da capacidade de comprar produtos que “simbolizem o amor”. Afinal, amor não se compra, amor se multiplica na medida em que é dado de verdade. Amor é arte e, como toda arte, não nasce da simples inspiração, implica em trabalho, trabalho interior de exercitar tolerância e paciência, compreensão e empatia.
Quando penso em maternidade, em sua essência, sinto crescer em mim a esperança de um mundo mais bonito, mais justo, mais terno... Que reguemos essa florzinha de esperança em nossos corações e que, alimentados pela essência do amor – em seu sentido primeiro -, cuidemos melhor de nossas mães... E cuidemos melhor de nossos filhos !
Renata Villela
Na verdade, mais do que dizer, quero é desejar a todas as mães que tenham força e coragem para cumprir essa missão, ao mesmo tempo tão linda e tão difícil. E, a todos os filhos, que olhem para suas mães com os olhos do coração!
Que o sorriso de cada filho seja, para todas as mães, a fonte inspiradora para todas vezes em que a possibilidade de conter lágrimas estiver além do poder das próprias mãos. É difícil para as mães ver um filho chorar...
Que a tranqüilidade gostosa de olhar, pelo canto da porta, um filho dormir traga a paz tão necessária para as noites em claro por causa da tosse ou da farra, da febre, do frio, da fome ou da festa, das tantas coisas que tiram o sono de quem ama.
Que o amor se multiplique e inunde a vida de cada mãe, pois só o amor é capaz de dar a exata medida do sim e do não, o discernimento para saber quando é hora de incentivar, de dar força e apoiar e quando é hora de chamar atenção, de alertar para os perigos ou antecipar consequências.
Que a gratuidade seja a base desse amor que não pede recompensas e se alimenta com cada vitória dos filhos, com cada momento, por mais simples que seja, de alegria, e com a certeza de que, apesar de todas as dificuldades que o mundo apresenta, apesar dos ventos contrários a soprar a direções distintas, o filho encontrou o caminho certo... E no caminho certo pisa firme !
Que a ansiedade pelos primeiros passinhos ou pelo primeiro dia na escola, que o estresse dos dias de prova no vestibular ou das primeiras vezes na direção do carro próprio, que o frio na barriga pelo dia do casamento ou da formatura, tudo isso tenha o recheio daquele sentimento mágico que, mesmo sem explicação, traz o sabor de uma sintonia que acalanta a alma e implica na certeza de que crescer, mesmo que doa, é bom demais !
Desejo que mães e filhos cresçam juntos e amem intensamente uns aos outros, amor que é carinho, é ternura, mas também é atitude diária, concreta, pelo bem comum. E, ainda que seja frase feita, que todos os dias sejam, verdadeiramente, dias das mães...E dos pais...E das famílias ! Que cada pessoa seja “presente” uma para a outra, independente do calendário anual de datas festivas ou da capacidade de comprar produtos que “simbolizem o amor”. Afinal, amor não se compra, amor se multiplica na medida em que é dado de verdade. Amor é arte e, como toda arte, não nasce da simples inspiração, implica em trabalho, trabalho interior de exercitar tolerância e paciência, compreensão e empatia.
Quando penso em maternidade, em sua essência, sinto crescer em mim a esperança de um mundo mais bonito, mais justo, mais terno... Que reguemos essa florzinha de esperança em nossos corações e que, alimentados pela essência do amor – em seu sentido primeiro -, cuidemos melhor de nossas mães... E cuidemos melhor de nossos filhos !
Renata Villela
sábado, 2 de maio de 2009
Crescer
Crescer implica em quebras, em dobras,
em dores.
Crescer implica em perdas, em atalhos,
em cascalhos no meio da estrada,
em caminhos diferentes dos sonhados,
em carinhos também.
Crescer implica em se perceber faltante,
paradoxo,
fraco e forte,
pequeno e gigante,
amante.
Crescer implica em desejo, em vontade,
em consciência de possiilidades,
em certeza das incertezas
que, juntas, levam à felicidade.
Crescer implica em risco, em rasgos,
engasgos e desconstruções;
em ameaças e medos,
em esperanças, em sonhos e anseios.
Crescer implica em amor, em ardor,
em calor que, do jeito que aquece,
também pode queimar.
Crescer implica em resgatar
tantas coisas que a gente esquece
no pressuposto de amadurecer.
Implica em encontrar o gosto que há no viver,
com prazer e responsabilidade,
percebendo os limites, respeitando-os,
sem perder a sede da inquietação.
Indignar-se diante do dito normal,
sair do circuito do “não faz mal”
e apostar nos passos da transformação
de si, de cada ambiente, da sociedade...
Por que não?
Crescer implica em enxergar o mundo
além do umbigo
em deixar de ver o “outro” como inimigo
ou concorrente
é ter a ousadia de lançar uma semente
na certeza de que toda árvore frondosa
começa assim.
Crescer é, também, às vezes diminuir.
É intuir, é descobrir-se sempre
mutante, errante,
ser pensante,
ser amante,
ser vivente.
E não apenas sobreviventes adoecidos
perdidos nos rótulos, nas fábulas,
na lógica do sucesso.
Crescer
é tentar fazer poesia,
é sentir pulsar a alegria e a agonia,
e surpreender-se com o tanto que há de caminho
por caminhar....
Renata Villela
em dores.
Crescer implica em perdas, em atalhos,
em cascalhos no meio da estrada,
em caminhos diferentes dos sonhados,
em carinhos também.
Crescer implica em se perceber faltante,
paradoxo,
fraco e forte,
pequeno e gigante,
amante.
Crescer implica em desejo, em vontade,
em consciência de possiilidades,
em certeza das incertezas
que, juntas, levam à felicidade.
Crescer implica em risco, em rasgos,
engasgos e desconstruções;
em ameaças e medos,
em esperanças, em sonhos e anseios.
Crescer implica em amor, em ardor,
em calor que, do jeito que aquece,
também pode queimar.
Crescer implica em resgatar
tantas coisas que a gente esquece
no pressuposto de amadurecer.
Implica em encontrar o gosto que há no viver,
com prazer e responsabilidade,
percebendo os limites, respeitando-os,
sem perder a sede da inquietação.
Indignar-se diante do dito normal,
sair do circuito do “não faz mal”
e apostar nos passos da transformação
de si, de cada ambiente, da sociedade...
Por que não?
Crescer implica em enxergar o mundo
além do umbigo
em deixar de ver o “outro” como inimigo
ou concorrente
é ter a ousadia de lançar uma semente
na certeza de que toda árvore frondosa
começa assim.
Crescer é, também, às vezes diminuir.
É intuir, é descobrir-se sempre
mutante, errante,
ser pensante,
ser amante,
ser vivente.
E não apenas sobreviventes adoecidos
perdidos nos rótulos, nas fábulas,
na lógica do sucesso.
Crescer
é tentar fazer poesia,
é sentir pulsar a alegria e a agonia,
e surpreender-se com o tanto que há de caminho
por caminhar....
Renata Villela
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Povo diverso
Somos um povo tão diverso
imerso num mesmo sonho de comunhão.
Sonhamos em crescer com as nossas diferenças,
completando o que nos falta,
transbordando o que nos sobra,
conscientes de que somos
a soma dos opostos que se complementam.
Imensa é nossa vontade de ser feliz,
intensa é nossa alegria por ser aprendiz.
E a cada passo da trilha de nossa escalada
deixamos de ser ilha no meio da multidão.
Renata Villela
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