quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Santa Teresa de Ávila



Santa Madre, Madre Santa
Santa Madre da beleza de uma fé incandescente,
Tereza da entrega, da humildade e da superação,
da força que vence o corpo doente,
da energia que vibra em sua entrega incondicional.
Certeza do bem que vence o mal,
presença forte e frágil, sem contradição...
Tereza: testemunho de vida vivida em oração.
Santa Madre do perfume que se exala por todos os cantos,
seu encanto se esconde no que está além de nós,
sua voz, sua força, sua determinação.
Tereza que exercita a obediência na adversidade,
que cultiva a paciência nas horas de tribulação,
Tereza que se supera no sofrimento,
que encontra alento no Colo de Jesus,
Tereza que encara sua cruz com a grandeza
de quem sente a dimensão da luz
que transcende a dor !
Santa Madre da resignação e da tolerância,
Tereza da fragrância do paraíso,
de um sorriso que nasce da alma que se despoja de tudo o que é superficial.
Resplandece com o brilho de quem, em tudo que toca, transforma
pela grandeza de sua força espiritual.
Santa Tereza D’Ávila, santa beleza mágica,
Santa Madre do puro amor.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Reflexão sobre a Oração de São Francisco



Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz
... em todos os lugares, em todos os momentos, no tumulto, nos desencontros, na correria do cotidiano, assim como na simplicidade de cada encontro com amigos, com a família e na intimidade de nosso próprio “eu”.
Onde houver ódio que eu leve o amor
... o amor que é generoso, que não pede recompensas, que é palavra e atitude, presença que transforma, vida que reconstroi a vida a cada instante.
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
... perdão que exige despojamento e humildade, coragem e entrega, revisão de vida, reconciliação.
Onde houver discórdia que eu leve a união
... a consciência de que nossas diferenças nos fazem crescer, que a diversidade de talentos, de opções, de opiniões não devem desagregar nossa grande família mas sim, pelo contrário, devem nos fazer perceber o quanto temos a aprender uns com os outros.
Onde houver dúvida que eu leve a fé
... a certeza de que “depois da noite, vem o amanhecer”, a confiança de que o comandante do barco é nosso Pai, Pai que é amor e que, justamente por isso, jamais no abandona.
Onde houver erro que eu leve a verdade
... mesmo sabendo que errar faz parte de nossa lição diária, que cair faz parte de nossa caminhada, é preciso sempre apontar para a verdade, buscá-la e testemunhá-la.
Onde houver desespero que eu leve a esperança
... resgatar a criança adormecida em nossos corações, a criança que levanta pra correr e sorri (mesmo depois de chorar!) após cada queda; a criança que acredita nos seus sonhos e, mais ainda, no poder de torná-los realidade.
... abandonar-se no amor desse Pai que nos acaricia a cada alegria e nos carrega no colo a cada dor.
Onde houver tristeza que eu leve a alegria
... aquela alegria que transforma nossa face, recarrega nossas energias, que se muiltiplica e nos mostra a possibilidade de trocarmos as lentes com que vemos o mundo.
Onde houver trevas que eu leve a luz
... sendo sol em dias de chuva, sendo estrela nas noites escuras, sendo, ainda que apenas a chama de um fósforo, uma fagulha de luz a iluminar os cantos escuros de cada coração.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado,
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
... que vençamos o desafio de deixar de olhar para nossos próprios umbigos, que saiamos da posição de quem espera para a de quem caminha, que descubramos que o bem que fazemos aos outros nos revigora, nos alimenta, nos proporciona a experiência mais plena de nos sentirmos os filhos muito amados de Deus.
E é morrendo que se vive para a vida eterna
... aprender que a nossa cruz é caminho de salvação. Lembrar sempre, a todo instante, a cada dificuldade, a cada noite nossa de cada dia, que a lagarta precisa do escuro do casulo... e precisa morrer para se tornar, então, borboleta.... conhecer o colorido e o perfume de cada flor e a liberdade de abrir as asas e ganhar o céu.
Amém !

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Maria das Dores



Quais são as dores de tantas Marias ?
Quem são as Marias de tantas dores ?
A dor do parto e da partida, a dor do medo e da aflição, a dor do susto e da incerteza, a dor de surpresas e de angústias, a dor da vida de cada dia, a dor dos dias de cada vida.
Maria da dor do filho com fome...que chora por um copo de leite ou um pedaço de pão. Maria desempregada que não tem como trazer o sustento e sofre no desalento da impossibilidade de saciar a fome daquele que gerou.
Maria da dor do filho perdido... largado na rua em meio às más companhias, sabe-se lá se perdido nas drogas, nas pontes, nas ondas das ofertas que a rua expõe e nada propõe a favor da vida... Maria incansável nos conselhos e nas orações, vencendo as preocupações na eterna e intensa tentativa de pastorear sua ovelha de volta ao rumo da luz.
Maria do filho desempregado, assustado com a agressiva competitividade, em que mais vale quem mais pode, onde mais pode quem mais tem... Maria que insiste na importância do conhecimento, da ética e da dignidade e ensina diariamente seu guerreiro a não desistir das batalhas ( por mais duras que sejam) e a acreditar em cada vitória,( por menor que pareçam aos olhos dos homens comuns).
Maria do filho agoniado de saudade e carente de um abraço apertado ou do colo macio que só mãe pode dar... Maria presa no engarrafamento ou atropelada nas exigências de sua profissão, Maria que briga com o relógio, tenta driblar afazeres, ganhando cada segundo a seu favor, conciliando compromissos e responsabilidades, desafiando-se a superar as adversidades que a mulher do século XXI encontra em cada esquina dessa louca realidade.
Maria do filho que vai para o deserto...tantos são os desertos de nosso tempo....Maria do filho que vence as tentações...tantas são as tentações de nosso tempo !
Maria do filho traído e negado por amigos, Maria do filho que cai e sangra a dor de cada queda, de cada espinho, de cada desafeto.
Maria do filho maltratado, indefeso e injustiçado,.... Maria do filho pregado na cruz.... tantas são as cruzes de nosso tempo ! Com certeza, entretanto, nenhuma delas mais pesada que a de Jesus.
Maria de Nazaré....mãe das Marias de nosso tempo, de tantas cruzes, de tantos medos, de tantas dores...
Maria das Dores , Maria da Fé, Maria do Amor que tudo suporta, tudo transforma e tudo transcende.
Maria que ensina e aprende a aceitar, a assumir a dor, a transformar a dor em caminho de lapidação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Conviver


Grupos,tribos,guetos,
multidão
gente, raças, muros,
solidão.
Grupos, gente, times,
comunhão,
pontes, laços, vidas,
celebração.
Tantas diferenças, crenças,
tanto a discordar,
tantas coincidências,
tanto a criar.
Elos, pontes, laços,
fios a bordar.
Risos, sonhos, abraços,
traços a formar.
Tantos sofrimentos, lamentos,
vivências de dor,
paz de acolhimento
a trazer novo sabor.
Em cada caminho, ninhos
a juntar calor
sempre há espinhos
mesmo quando há flor.
Lutas desarmadas, caladas,
entre cada ser
lanças disparadas
pra sobreviver.
Brotos de esperança, confiança,
vontade de viver,
novas alianças
fazer acontecer.
Sonhos, planos, risos,
tempo de paz.
Partos, portos, pontes,
povos em paz.

Sonho de Paz

Sonho de paz
que embala nossa ânsia de felicidade
no desejo de viver, no centro da cidade,
a alegria dos encontros que alimentam a alma
e dão um colorido novo ao desafio de existir.
Sonho que nasce brotando no peito
buscando um jeito de ser mais feliz.
Sonho que brota nascendo na alma
a calma que ensina a ser sempre aprendiz.
Sonho de paz que incomoda e inquieta
é movimento de transformação.
Sonho que não se vende, que não se compra,
que não se ensina nem manipula.
Sonho que nasce livre e liberta,
sonho que desaperta o nó da angústia
e da desilusão.
Sonho que vibra sorrindo,
pulsando em cada coração.
Sonho que embala nossa ânsia de felicidade
no desejo de encontrar, no centro da cidade,
sonhadores conscientes trabalhando pela paz.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pai Nosso pelos nossos pais


Pai Nosso que estais no céu,
olhai para nossos pais aqui na terra!
Que caia sobre eles, o Vosso Reino
e que, sempre, seja feita a Vossa vontade
de vê-los, sendo pais,
semear a felicidade no coração de seus filhos.
Dai a eles,
a força para lutar pelo pão de cada dia
e perdoa-lhes, cada vez que errarem.
Ajuda-os a se levantarem
e permite-lhes o conforto
de encontrar, no Vosso amor,
a fonte da paternidade que os torna grandes
grandes seres humanos,
grandes homens,
grandes pais.
Amém !
Renata Villela

terça-feira, 21 de julho de 2009

Desafio do silêncio

Nem sempre ouvir o silêncio é fácil...
Acostumados à surdez
imposta pelos barulhos constantes
é sempre um desafio
permitir-se o vazio
a ser preenchido pelo que chegar
na percepção do que nos é dito
pelas vozes que só falam
quando damos espaço para que nos envolvam
e nos abracem
dizendo-nos o que é preciso ser dito.
Que venha o rito do calar para ouvir,
a disciplina para não permitir
que ruídos externos exterminem
a essência do que há de essencial dentro de nós.