Blog de Renata Villela: meu posicionamento em relação à vida, ao mundo,às pessoas. Textos, poesias, mensagens, fotos, comentários, reflexões, dicas e orações sobre temas diversos.
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
Bem-aventurados
quarta-feira, 28 de setembro de 2022
Saudade
Saudade é uma dor
sábado, 17 de setembro de 2022
Passarinho
quarta-feira, 7 de setembro de 2022
Sobrevivente ferida
Hoje, dia 7 de setembro, o Brasil celebra 200 anos de sua
independência... Algumas memórias saltam de minha mente como memórias de um dia
bonito... Hoje, não consegui sentir outra coisa que não tristeza. Queria sentir
esperança, coragem, vontade de lutar por um Brasil melhor... Normalmente, sinto
isso em meu coração, não me considero uma pessoa derrotista, mas, hoje,
especialmente, o que senti foi tristeza.
sexta-feira, 29 de julho de 2022
Os dois lados
De um lado, afagos, afetos,
família, amizade.
Do outro, reencontros,
descobertas,
surpresas e liberdade.
De um lado, a independência,
a busca da essência,
a carência, a solidão abraçada,
a consciência do eu.
Do outro, a liga da convivência,
o apego, a dependência,
os laços criados, os abraços
e os passos dados com medo,
na cidade ao léu.
Realidades paralelas
que se encontram em mim,
desfazendo lógicas,
escrevendo crônicas e poesias.
Lá vou eu,
refazendo a história,
juntando desejo e memória,
passado e futuro,
nesse presente nâo escolhido,
mas acolhido com medo e coragem.
Assim é o vai e vem de cada dia,
às vezes, tristeza, às vezes
alegria...
O que me inspira e move
é juntar as pontas, em bordado,
sabendo que, de um lado,
há vida que pulsa
e do outro (acredite!) também.
Renata Villela (julho/2022)
domingo, 12 de dezembro de 2021
Mensagem de Natal 2021
2021 foi mais um ano marcado por sentimentos difíceis de lidar...Medo, frustração, angústia, saudade, solidão... Dores diferentes tocaram nossos corações... Nesse contexto, fiquei me perguntando sobre o que (e até como) escreveria uma mensagem de alegria e esperança com a chegada do Natal. Algo que fosse de dentro para fora e que fosse legítimo.
Eu sempre vejo a “virada do ano” como um tempo de renovar as esperanças. É um rito necessário para enterrarmos o que passou e semearmos o que virá, guardando memórias e alimentando sonhos. Acontece que acabamos nos contaminando pelo o acúmulo das más notícias que chegam até nós. Para sair desse redemoinho, precisei abrir meus olhos e ouvidos para ficar mais atenta aos sinais de Deus e encontrar o que eu queria dizer às pessoas.
Como Deus nunca falha, num dia desses, olhando pela janela, vi uma jovem caminhando e dançando pela calçada... Uma cena contagiante! Em vez de simplesmente caminhar, ela vinha dançando. Pareceu-me que ouvia uma música interior e seu corpo se deixava levar pela melodia. Ela dançava e transmitia uma alegria linda de ver. Em plena manhã de um dia comum de semana, a jovem dançava, livre e plena! Eu, contagiada por aquela alegria, fiquei me perguntando sobre o que teria feito essa jovem dançar e perguntei-me, também, o que me faria sair pelas ruas dançando... Entendi que só um coração consolado (transbordando amor) é capaz de dançar!
Assim, começo a falar do Natal: uma festa que nos encanta por esse Deus que se faz criança, vulnerável, e escolhe nascer no seio de uma família pobre, migrante...Esse Deus que se faz gente para que sintamos o quanto temos de sagrado em nós. Esse Deus que, em Jesus, nos inquieta com a sucessão de paradigmas que vai quebrando ao longo de sua vida, mostrando que nada é mais importante do que o amor e as ações que brotam dele.... Sim, porque não há AMOR sem ações concretas. Independente de ser uma festa cristã, o Natal é um convite ao Amor, o amor que queremos ver chegar a todas as pessoas, de todos os lugares, etnias, crenças e não crenças. O que mais importa é dizer SIM a esse Amor que quer nascer em nós!
Depois de ver aquela jovem dançando, senti vontade de transformar essa mensagem nesse convite que transborda todos os meus desejos:
E que, ainda que incomodados,
inconformados, entristecidos com todas as mazelas da vida, tenhamos sempre
motivos para dançar na rua, nas igrejas, nos parques ou no cantinho mais íntimo
de nossas casas, por causa da esperança que nos constitui e que deve nos
movimentar para o bem comum. Que consigamos mergulhar fundo em nossa alma e,
diante da Criancinha que escolheu nascer em nossos corações, possamos dar
graças por tanto Amor. E que a certeza desse Amor que não nos desampara, que
acolhe a cada um de nós do jeitinho que somos e que prometeu jamais nos
abandonar embale nossos passos, para além de nossas lágrimas, na linda dança
que nos faz mais leves e que contagia outras pessoas a também dançar.
Renata Villela - Dezembro/2021
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
Voa, Magali!
lemos, escrevemos
Hoje, nenhuma delas
parece fazer sentido
diante do silêncio
que não queríamos ouvir.
tantas coisas, tantas partes
de cada um de nós.
Seu voo deixa conosco
um girassol colhido
com cheiro de saudade,
no jardim da esperança.
o silêncio ganha voz
e ecoa aos quatro cantos,
rompendo barreiras
de tempo e lugar.
Nas memórias que despertam
dessa saudade,
tantas histórias, tanto aprendizado
e quantos caminhos repensados
a partir de suas provocações.
aprendemos que,
por mais dura que seja a vida,
por mais feridas que estejam nossas mãos,
sempre haverá poesia,
enquanto houver fé e esperança,
solidariedade e a confiança
de que, juntos,
podemos mais do que imaginamos.
aprendemos a ter visão crítica
da realidade;
a não ser mais um
a considerar banalidade,
os absurdos que explodem em cada esquina.
Aprendemos a acreditar
que somos capazes de escrever
uma história original e única,
diferente do que, tantas vezes,
o mundo tenta nos ditar.
por tantas frustrações,
desilusões....
por vermos nosso país
na contramão do que acreditamos.
De repente, seu voo sacode nosso cansaço
e vemo-nos envolvidos
num grande abraço,
calado, sentido,
carregado de um sentimento
que não sabemos descrever.
De repente, sua partida deixa-nos órfãos
daquela voz forte,
que misturava veemência e ironia,
com a sabedoria que poucos têm.
Assim, nossos corações voltam no tempo,
num tempo em que várias gerações se encontram
com histórias para contar.
em cada coração que teve o privilégio
de ser tocado e transformado
por suas palavras, por seu silêncio,
seu voo também,
acordando as lembranças
de tudo o que nos ensinou
vem despertar a inquietude e a consciência
de que não nascemos para assistir a vida de camarote,
deixando acontecer.
sentida por nós de forma tão intensa,
mistura dor e gratidão.
e em nome de tudo o que aprendemos com você, Magali,
prometemos: nós não vamos desistir
de sonhar, de lutar
e de acreditar
nas sementes que estão em nossas mãos.
Seguiremos, sim, semeando o que você cultivou em nós!
e teima em querer nos paralisar,
não deixaremos que nos roubem
o sonho de um país melhor.
Sonho que você nos inspirou a sonhar;
sonho que, agora,
é de todos nós.
Sonho que ganha o eco
de nossa voz !
Pode voar em paz!
Aqui, sua missão foi cumprida!







