terça-feira, 19 de abril de 2016

Que Deus nos traga a paz

É incrível a onda de intolerância - eu diria até de ódio - que ronda as relações.... Tenho visto amigos rompendo laços, famílias se estranhando, pessoas brigando por causa de opiniões diferentes.... 
Todos com os nervos à flor da pele.... Falta paciência e tolerância por todo lado... As portas dos corações estão fechadas... Enquanto isso, Jesus - que não tem pressa - espera pacientemente que destranquemos nossos corações...

Que tal experimentar deixá-Lo entrar? É simples!


Encontre um canto, ajeite-o com carinho para que seja um recanto acolhedor.
Respire, respire, respire.Inspire, expire...
Deixe de lado, aos poucos, todas as coisas que incomodam, que fazem barulho dentro de você.
Sintonize uma onda de amor e paz.
Abra o coração. Escute a voz de Jesus. Perceba que Ele não está lá longe, mas pertinho de você. É seu amigo!
Permita que Ele tome conta de todas as suas células e povoe todo o seu ser com a Sua paz.
Esqueça o tempo. Viva esse momento de plenitude.

Clique aqui: Para rezar:


Aaahhh....É tão bom !!!!

Alimentados por Ele, com certeza, estaremos mais fortes para vencer as adversidades do mundo e mais serenos para não revidar à agressividade das pessoas.

Que assim seja !
Boa noite, amigos!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Exercício do Bem

Hoje o Brasil viveu um dia difícil...Ainda estávamos na ressaca de tantas coisas absurdas que vimos e ouvimos nossos deputados fazerem.
Em meio a tantas palavras entaladas na garganta,tantas imagens que eu preferia não ter visto, tantas colocações que gostaria de apagar de minha memória, vou preferir não usar muitas palavras... Em vez delas, partilharei aqui algumas fotos que me fazem acreditar na vida,nas pessoas,no bem e no amor !
A Caravana da Alegria tem mostrado que união, determinação e amor são capazes de fazer muito mais do que imaginamos.
Vera e Virgínia, obrigada por nos ter dado a oportunidade de ser pessoas melhores !
Caravaneiros, nunca desistamos de fazer o bem! Não há barreira que não possamos transpor !









domingo, 17 de abril de 2016

Viva a poesia


Sei que muitos hão de achar que, falar de poesia nesse momento é alienação...Confesso que não estou preocupada com o que vão pensar! Quero é falar do quanto me traz um sentimento positivo, ver "correntes" de poesia pelo facebook,por e-mail e outras redes sociais.
Olhar a vida através da arte é desafiador. E é animador,porque resgata o que o ser humano tem de mais valioso:a sensibilidade! Agradeço aos amigos que lembraram de mim nessas correntes: Regina Ganimi, Bia Gross, Oscar Lepikson e outros tantos. Não pude dar continuidade a todos os pedidos, já que cada um pedia para repassar a 20 amigos. Repassei a 60 !!!! E recebi poesias lindas e profundas! Tão bom seria se,em vez de estarmos trocando ofensas por causa de opção política, estivéssemos distribuindo poesias... 
Hoje, exatamente por estarmos vivendo toda essa turbulência, eu evoco a poesia !!! Que venha a poesia a nos fazer pensar,olhar criticamente para o mundo, sentir empaticamente as dores da humanidade e os sonhos de cada povo e de cada pessoa.

Deixo,hoje, um dos poemas mais lindos de Thiago de Mello, "O Estatuto do Homem". Que essas palavras nos ajudem a pensar num mundo mais humano e solidário - e, por isso mesmo, mais bonito. E que guardemos em nosso coração, uma certeza: esse mundo começa em nós!

Assistam com o coração:    Estatutos do Homem

Estatutos do Homem - Thiago de Mello

Artigo I 
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
 Artigo II 
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo. 
Artigo III  
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança. 
Artigo IV 
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu. 
        Parágrafo único:  
        O homem, confiará no homem
        como um menino confia em outro menino. 
Artigo V  
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa. 
Artigo VI  
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora. 
Artigo VII  
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo. 
Artigo VIII   
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor. 
Artigo IX 
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor. 
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura. 
Artigo X  
Fica permitido a qualquer  pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco. 
Artigo XI 
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã. 
Artigo XII   
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela. 
        Parágrafo único:
        Só uma coisa fica proibida:
        amar sem amor. 
Artigo XIII 
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou. 
Artigo Final.   
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

sábado, 16 de abril de 2016

Uma janela para o horizonte




Em muitas situações, parece que há um muro de pedras em nossa frente... Isso,muitas vezes, desanima, traz medo, insegurança...
Nesses momentos, se olhamos para baixo, corremos o risco de tropeçar e ainda bater a cabeça nas pedras. Se olhamos pra frente, podemos nos surpreender com uma janela inesperada a nos mostrar o horizonte. 
Sempre que focamos no horizonte, ganhamos força!
Nosso país vive um momento crítico, pessoas com ânimos exaltados, políticos tentando manobrar a massa (querendo fazer das pessoas,marionetes que entendem poder manipular), muitos meios de comunicação distorcendo a realidade em seu benefício próprio...
Infelizmente, existe uma grande quantidade de pessoas que vai às ruas pensando apenas em seus próprios interesses e não no bem comum... Outros tantos vão porque seguem a turba... E alguns outros, seguem o desejo de um mundo melhor, uma sociedade mais justa, um governo menos corrupto... Ainda que possam não ser a maioria, é nessas pessoas que eu aposto!
Acredito que precisamos -mais do que nunca - levantar a cabeça do chão e encarar o muro de pedras. Precisamos confiar que há uma janela (ou várias) e - ainda que não haja - saber e sentir que somos capazes de criá-la, se estivermos juntos.
Os pensamentos e opiniões que nos separam não podem ser mais fortes do que a força que nos move! A dureza das pedras não pode ser mais forte do que a luz que vem do horizonte (e dos corações!).
As divergências políticas não podem implodir uma nação.... Nem destruir amizades, nem evocar a violência nas familais. A convergência num mesmo desejo de ética, justiça e desenvolvimento sustentável será a única forma de ultrapassarmos muralhas, abrirmos janelas e construirmos pontes entre nossos ideais e a realidade.

Renata Villela

domingo, 20 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal



Dezembro está aí. O Natal bate em nossas portas... Dentro de nossas casas, corações assustados, com medo, esvaziados. A sensação é de que estamos mais vulneráveis do que nunca. Faltam-nos certezas! Encontrando-nos nesse momento de total instabilidade, o Menino Jesus pede-nos um canto para nascer.

Penso que, hoje, a maior crise de nosso mundo é a crise do amor. Não temos conseguido experimentar o amor como comportamento efetivo, gesto concreto, atitude diária. Num mundo que nos bombardeia com a ideia de que tudo se consegue apertando botões, de que as coisas são passageiras e descartáveis, é difícil mergulhar de cabeça em algo que se dispõe a ser eterno e construído lentamente. Quando houve o ato terrorista na França, a única coisa que eu pensei foi na necessidade veemente de amarmos mais e melhor. Amarmos de fato! Precisamos romper barreiras, correr riscos pelo bem do outro. Exercitar o amor verdadeiro, aquele que não rotula, não divide, não discrimina, não cria muros. Precisamos viver o amor que integra, respeita e transcende diferenças; constrói pontes.

O mundo chegou ao ponto que chegou, seja na perspectiva mundial, (do desrespeito à natureza, das guerras, dos atos terroristas), seja na perspectiva nacional ou regional, (da violência dos centros urbanos, da competitividade nas empresas, da corrupção desenfreada) por causa de nossa falta de disponibilidade (e de coragem!) para amar.

Amar implica desestabilizar-se, porque amar – invariavelmente – dói. É difícil lançarmo-nos ao outro, encarando o risco de nossa vulnerabilidade. Temos tantos medos... Tantas resistências... Tantas ressalvas... E é certo ferir-se quando nos dispomos a amar, quando saímos de nós, desprendemo-nos de certezas e garantias. Precisamos, mais do que nunca, seguir com José e Maria, com a confiança de que haverá um lugar para o Menino nascer, por mais que portas se fechem.

É muito pouco se indignar diante do que a TV nos mostra: pessoas explodirem e outras se destroçarem, pessoas se desiludirem e outras roubarem, pessoas progredirem e outras morrerem sob a lama ou sobre camas de hospitais superlotados. Balas perdidas dizimando vidas que mal deram seus primeiros passos. Pais violentando filhos. Alunos atacando professores. Pessoas usando a religião como bandeira de morte, enquanto um simples mosquito põe em cheque toda prepotência humana. E as portas continuam fechadas... Maria e José continuam procurando um canto para Jesus nascer. Acordemos! É tempo de confiar mais e desempoeirar nossa fé. Pessoas de fé trabalham pelo reino de Deus, seja lá qual for o nome que se der a Ele. E o projeto de Deus é – sempre - um projeto de amor.

O Natal está aí e, como sempre, somos livres para fazer nossas escolhas: deixar o barco correr ou assumir as rédeas não somente de nossas vidas, mas da vida de nosso planeta, de nossa sociedade. Podemos viver o Natal dos shoppings ou o das famílias. Podemos gastar tudo o que temos com os presentes mais caros ou doar tudo o que somos e sermos os mais caros (queridos) presentes para alguém. Podemos prender nossos olhos a nossos próprios umbigos ou abrir nossos braços para acolher quem caminha, muitas vezes, sem ser visto. Podemos estar do lado de dentro das hospedarias, dizendo “não temos lugar” e trancando nossas portas ou podemos estar na rua, nas periferias, tentando arrumar um cantinho quente para o Menino nascer. As escolhas são sempre nossas. Algumas nos levam a um falso sossego e ao vício de sempre culpar alguém pelas turbulências do mundo. Outras, inquietam, incomodam, até fazem sofrer, mas levam a uma paz e a uma alegria que transcendem o entendimento humano. E trazem para nós a responsabilidade pelo que fazemos e pelo mundo que vivemos.

Muito temos a aprender com a família de Belém, com os pastores e os magos. Muito temos a aprender com o brilho da estrela e a simplicidade da manjedoura. Muito temos a aprender com o Menino, pequenino, que escolhe a pobreza e nos convida – incansavelmente – a amar. A grande questão é que, se nos dispusermos a enxergar todos os sinais e a aprender cada lição, não mais conseguiremos restringir nossas vidas ao que sonhamos para nós. Nossa vida passará a ser nossa resposta ao sonho de Deus.
A escolha é sempre nossa! Sempre, a escolha é nossa!
                                                                                    Renata Villela  / Dezembro/2015

domingo, 25 de outubro de 2015

Olhar os invisíveis



Dai-me, Senhor, olhos no coração
para que eu seja capaz de enxergar
os invisíveis espalhados por nossas ruas.
Pessoas. Sim, pessoas!
Apesar das peles ressecadas, das unhas sujas,
das faces transfiguradas, das roupas rasgadas,
e dos sorrisos roubados  numa madrugada qualquer,
pessoas!
Identidades perdidas em meio às feridas do abandono,
vidas sem dono, sem sujeito, sem protagonismo,
espelhos da esquizofrenia social.

Dai-me , Senhor, sensibilidade para trasnpor
a invisibilidade dessa gente encostada nos muros,
no escuro sofrido debaixo do sol.
Dai-me a coragem de me expor
aos medos que a  sociedade derrama em mim,
e faz calar meus gritos
e paralisar meus movimentos.
Que eu saia da comodidade para a ação,
indo ao encontro da realidade imunda
dos submundos que criamos com nosso jeito de viver.

Dai-me, Senhor, a percepção do que sou
e do que não sou,
do que faço
e do que não faço;
e de tudo o que desfaço
com a minha omissão.
Dai-me a coerência necessária
para viver o que eu digo,
para olhar além de meu umbigo,
como o Cristo ensinou com sua própria vida.
Que eu não relativize os mandamentos
nem dê significado menor ao amor;
que eu  seja, de verdade,
fermento e sal,
ultrapassando o  temor do mal
que possa me acontecer.
Amar é mais!

Dai-me, Jesus,
a coragem pra seguir o Seu chamado,
sem impor condições,
sem colocar restrições,
assumindo a cruz que me couber.
Se eu tiver que me machucar, que assim seja,
se eu tiver que correr riscos, que assim seja,
mas que sempre pulse mais forte em mim,
Seu Amor!

O caminho da entrega não pode esperar segurança,
na estrada de quem se doa,  sempre haverá tempestades,
na verdade, é um voo com turbulências
com um pouso garantido,
amor vivido até as últimas consequências,
muito além do cuidado com a autopreservação.
Que eu pague os pedágios de meus medos e inseguranças
e me coloque a caminho,
que eu me alimente da oração
e me abasteça de Seu carinho.

Dai-me, Jesus, a perseverança para ultrapassar as fronteiras
existentes entre as classes.
Que, movida pelo desejo de amá-Lo
em cada um que eu encontrar,
eu tire as vendas de meu olhar
e enxergue os invisíveis,  
seus pequeninos, Senhor!
Que eu pare num canto da rua
ou chegue às periferias,
transformando palavras em atitudes,
cultivando a alegria que nasce do Seu Amor.
E que, assim,
eu redescubra e saboreie, dia a dia,
a gratidão que faz sorrir
e multiplique a experiência desses encontros
que palavra alguma
é capaz de traduzir.


                                    Renata Villela (Outubro/2015)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Guerras Declaradas



A guerra está declarada,
bombas, mortes,
ideologias derrubando pontes,
casas, igrejas
e vidas !

A guerra está declarada,
palavrões, intolerância,
vaidade colocando pessoas
no lugar de deuses
e corroendo a humanidade.

A guerra está declarada!
De um lado do planeta,
pessoas se refugiam
alimentadas pela esperança
de uma vida nova.

Do lado de cá da Terra,
pessoas que repudiam a violência
têm lanças afiadas em suas  línguas
e matam corações.

Pobre planeta !
Pobre humanidade!
Pobres de nós que não aprendemos a lição
do amor verdadeiro...
Esquecemos o exercício
de nos doar por inteiro
e excluímos a humildade
de nossos dicionários.



Que Deus tenha piedade de nós !